domingo, 31 de maio de 2015

MUNDO


Proposta do partido de Cameron sobre a caça às raposas causa discórdia

Defensores do animal no Reino Unido se mobilizam em campanha pelas redes sociais


Uma raposa passa na porta da casa do premier britânico, em Londres: Partido Conservador promete levar iniciativa sobre caça adiante

LONDRES - Uma batalha começou a ser travada no Reino Unido logo depois da eleição que reconduziu os conservadores ao poder. E não se trata — pelo menos por enquanto — da independência da Escócia, um dos temas espinhosos mais evidentes da nova gestão do primeiro-ministro David Cameron. Ativistas e defensores dos direitos dos animais declararam guerra à possibilidade de se retomar a caça às raposas com cães, aberta com a promessa de campanha do partido de colocar em votação o fim da proibição em vigor há exatos dez anos.
  O assunto foi trazido de volta em um parágrafo no Manifesto Conservador, com o programa de Cameron para os próximos cinco anos. “Um governo conservador dará ao Parlamento a oportunidade de rejeitar o Ato de Caça em voto livre”, diz o documento se referindo à medida aprovada na gestão trabalhista de Tony Blair.
  Como oito entre dez britânicos já disseram em 2013 que acham uma crueldade a caça com cães, o tema acabou fora do discurso de abertura do Parlamento feito por Elizabeth II com as linhas gerais para a legislatura este ano. Os conservadores querem evitar polêmicas e divisões para aproveitar a pequena maioria de assentos obtida nesta eleição e aprovar assuntos urgentes, como o ajuste fiscal e outras reformas.
— A Sociedade Real para a Prevenção da Crueldade contra Animais (RSPCA, na sigla em inglês) está convencida de que a prática de caçar e matar animais com cães é bárbara e ultrapassada, e não tem lugar no Reino Unido moderno. Este é o sentimento ecoado pela vasta maioria do público. Apenas uma pequena minoria quer trazer de volta a crueldade — disse ao GLOBO o porta-voz da RSPCA, Andy Robbins.
  Mas parte da bancada conservadora e o próprio porta-voz de Cameron já deixaram claro que a promessa de campanha será cumprida. O lobby é enorme, e os caçadores, cada vez mais numerosos, têm pressa.
  As redes sociais têm sofrido um bombardeio de imagens de raposas protagonizando cenas inocentes, pacíficas e, por que não, fofas. Mais de 70 mil tuítes com fotos foram publicados, contra cerca de quatro mil antes do pleito.
 “Tenha uma noite pacata”, diz a mensagem sob a foto da raposa que se espreguiça em um dos vários tuítes do ativista e comediante britânico Rick Gervais. É com a mesma mensagem e diferentes imagens de raposas que ele tem se despedido dos mais de oito milhões seguidores na rede.
  “Este é um dos lindos animais que Cameron acha legal torturar até matar”, diz o guitarrista do Queen, Brian May, ao compartilhar a fotografia do filhotinho de olhar perdido postada por Gervais. “O homem mais poderoso do Reino Unido quer liberar a caça por caçadores montados a cavalo que assistem aos cães destroçá-la em pedaços”, diz ainda o comediante no mesmo tuíte em que posta um vídeo de raposa brincando.
  Os internautas também têm replicado nas redes o site do abaixo-assinado contra o fim da proibição. O documento recebeu mais de 240 mil assinaturas.
  A caça com cachorros foi proibida na Inglaterra, no País de Gales e na Escócia. Hoje, só é permitida na Irlanda do Norte.
  A queda de braço entre caçadores e protetores de animais se arrasta, e o caso foi parar na Corte Europeia. Esta é uma tradição que existe no país desde o século XV.

   Meses atrás, Cameron escreveu em artigo na revista “Countryside Alliance” lembrando que sempre apoiou os esportes do campo. “Acredito que as pessoas deveriam ser livres para caçar. Compartilho da frustração de muitos em relação ao Ato da Caça e a maneira como foi trazido pelo governo anterior”, disse.

  (Fonte: Jornal "O Globo", de 30/05/15).

  Comentário de MARIANA:
  Fiquei chocada quando li esta reportagem e soube que em países considerados desenvolvidos, como: Inglaterra, País de Gales e Escócia, ainda se conserva a tradição de caçar animais por esporte. Se essa tradição ocorresse no Brasil iriam certamente dizer que somos um "povinho" subdesenvolvido, de terceiro mundo...      Mas no Reino Unido é uma tradição secular, é nobre...
  Felizmente, mesmo dentro desses países existem pessoas que entendem que nem todas as tradições devem ser preservadas ao longo do tempo, pois o mundo encontra-se em constante evolução, como bem aprendi nas aulas de ciências no CFV. 
  E você meu amiguinho da Turma 801 acha que existe alguma tradição em nosso país que poderia ser proibida ou extinta???

CULTURA


 O mapa da cultura carioca feita ‘na raça’

 De residência artística em favela a rodas de rima, passando por cineclubes, saraus e até um borboletário, 610 projetos que nunca tiveram apoio são reconhecidos pela prefeitura


Cineclube Logo Guará, na favela do Guarabu, na Ilha do Governador, um dos 610 projetos informais mapeados pela prefeitura. Na foto, João Alberto projeta filmes usando um caminhão como tela.

RIO — Para quem acha que a cultura carioca está restrita a teatros, museus, cinemas, casa de shows, salas de concerto, lonas e instituições mais conhecidas da cidade, o mapa abaixo será uma surpresa. Para quem conhece a cultura que acontece em garagens, becos, viadutos e praças do Rio, também. Pela primeira vez, o poder público fez um levantamento dos projetos artísticos que sobrevivem “na raça”, ou seja, que são praticamente invisíveis, sem CNPJ ou qualquer apoio financeiro.
  O número impressiona: são 610. E funcionam há pelo menos um ano cada. Há cineclubes, saraus, grupos de teatro e bibliotecas comunitárias; oficinas de artes visuais, de DJ e de dança afro; festivais de hip-hop, de circo e de rock; rodas de rima, de samba e de capoeira; batalhas de barbeiros e encontros de praticantes de bambolê; aulas de forró, de escultura em areia, de grafite. Dos mais inusitados, estão no mapa a Escola de Blogueiros no Jacarezinho, a Oficina de Danças Circulares para idosos no Catete e um borboletário em Senador Camará, com exposição das espécies de borboletas encontradas no bairro.
  O levantamento foi feito a partir das informações dos inscritos no primeiro edital Ações Locais — Edição Rio 450 anos, da Secretaria Municipal de Cultura, que tem o objetivo de premiar projetos culturais informais e de comprovado impacto local. A prefeitura recebeu 882 inscrições; 610 delas foram “chanceladas”, ou seja, tiveram sua importância reconhecida com um certificado oficial (o documento facilita a inscrição dos projetos em outros editais da prefeitura, explica o secretário de Cultura, Marcelo Calero, já que a maioria não é formalizada). Dos 610, os 85 mais bem avaliados no edital foram premiados com R$ 40 mil cada — dinheiro que começa a ser depositado a partir da semana que vem, segundo a secretaria.spaço Cultural Viaduto de Realengo, projeto que transforma o espaço sob o viaduto do bairro em “centro cultural”
  O GLOBO visitou projetos e transformou a lista geral dos chancelados, publicada no Diário Oficial, no mapa acima, de onde brotam conclusões interessantes. Das 610 iniciativas, 163 — mais de um quarto, portanto — ficam na Zona Norte. Só no Complexo da Maré foram identificadas 14, como o Cineminha no Beco, cineclube que lota os becos da comunidade semanalmente. No Complexo do Alemão, há dez. Um deles é o #Barraco55, projeto de residência artística para pesquisadores e artistas de fora da favela, idealizado por um músico local, Eddu Grau. Já se hospedaram lá performers holandeses, fotógrafos britânicos, artistas plásticos brasileiros. Todos deixam uma contrapartida para o Alemão, fazendo oficinas ou shows, por exemplo.
— Fizemos um crowdfunding para comprar o barraco e uma Kombi, para estender a dinâmica a outras áreas do complexo — detalha Eddu, que teve a ideia após participar do Rio Occupation London, residência artística que recebeu 30 cariocas em Londres em 2012.

   BAIRRO QUE TEM MAIS PROJETOS É BANGU
  Entre todos os bairros da cidade, Bangu é o que tem mais projetos sem apoio público: são 28. Realengo, ali perto, concentra 14.
— A importância cultural dessa região aumentou muito nos últimos anos. Há várias lideranças culturais fortes ali, que desenvolvem projetos com consistência estética. Elas se reúnem, buscam soluções em conjunto, isso ficou flagrante no levantamento — analisa Renato Rangel, subsecretário de Articulação, Cidadania e Diversidade Cultural.
  Um dos exemplos é o Espaço Cultural Viaduto de Realengo:
— Toda semana fazemos um “encontro de gerações” no viaduto, com grafite, batalha de MCs, trocas de rimas por livros, rolé de skate, capoeira, discotecagem, basquete — conta Oberdan Mendonça, idealizador do projeto e um dos 85 premiados pelo edital do município.
  No levantamento de ações culturais da Zona Oeste, chamaram a atenção da prefeitura projetos como o Vida e Arte Cigana, que faz apresentações itinerantes de dança cigana, e o Quilombo Camorim, que oferece oficinas de capoeira e maculelê no Camorim, em Jacarepaguá.
— A Zona Sul e o Centro concentram projetos com linguagem mais definida, como teatro, cinema, dança — diz o subsecretário. — Nas zonas Norte e Oeste, a diversidade é maior. Os projetos são híbridos, juntam artes visuais com ecologia, até poesia com basquete (caso do Ponto da Palavra, em Santa Cruz).

   HISTÓRIAS COMOVENTES
  Uma trajetória que emociona é a de João Alberto Mendonça, de 38 anos, morador da Favela do Guarabu, na Ilha do Governador. Em 2008, João trabalhava como operário quando participou de uma oficina de audiovisual do governo federal. Logo fundou um cineclube na favela, passou a filmar as histórias dos moradores e projetava os vídeos em ruas, praças (até carcaça de caminhão servia de tela). Batizou de Cineclube Lobo Guará, um dos oito projetos chancelados na Ilha do Governador e o único premiado.
— Há muitas rixas dentro das comunidades, o que nós procuramos fazer é resgatar a autoestima dos moradores, contando suas histórias, ao mesmo tempo em que exibimos os filmes em lugares que podem ser vistos por grupos rivais. Sempre foi tudo na paz e amor, sem dinheiro algum — conta João, que pretende comprar equipamento para o cineclube com o dinheiro do edital.
Marcelo Calero conta que já enviou a lista dos 610 chancelados para instituições privadas, como o Itaú Cultural, e até para “a equipe do Luciano Huck”.

— É preciso dar visibilidade a essas ações que até hoje eram praticamente invisíveis. O edital mostra que, apesar dos trancos e barrancos, a cultura carioca segue pulsante — anima-se Calero, que vai anunciar o segundo edital em breve e já estuda transformar o levantamento num aplicativo para que todos possam consultar a programação dos projetos.

   (Fonte: Jornal "O Globo", de 30/05/15).

   Comentário de MARIANA:
  Adorei muito ler e poder publicar no meu Blog esta reportagem sobre estes exemplos de resistência e amor a cultura. Como é bom saber que, em lugares com poucos recursos financeiros, existem pessoas tão dedicadas a ajudar e dar alegria ao próximo. 
 Principalmente quando sabemos que um desses lindos exemplos é em nosso próprio bairro, pertinho da gente, como esse Cineclube Lobo Guará, fundado pelo João Alberto Mendonça, na Favela do Guarabu. A história dele realmente impressiona pelo gesto de amor e carinho a essa gente sofrida e tão carente de alegria. Aplausos sem parar para esse grande Insulano.
  E você amiguinho da Turma 801 do CFV / CEL conhece algum exemplo de cultura carioca feita na "raça"??? 
  
  
  
    
  
  

POLÍTICA



 Holandeses vêm morar em favela para aprender na pele resultado de políticas públicas

 Estudantes da Universidade de Utrecht estão de olho no jeitinho brasileiro de governar


Quase locais. Grupo de holandeses, da pequena cidade de Utrecht, vivem em albergue, se divertem e aprendem com moradores da Babilônia no Leme 


RIO - A cidade holandesa de Utrecht lembra aquelas vilas medievais europeias que parecem de brinquedo. Com pouco mais de 300 mil habitantes, ela é cortada por canais e seu centro é livre de carros. Sua principal atração é a Torre Dom, do século XIV. Utrecht está localizada no coração da Holanda, país com o quarto melhor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do mundo (o Brasil está em 79º no ranking da ONU). O que ela tem a ver com o Rio? “Heineken!”, responde, aos risos, o holandês Pieter ten Broeke, de 21 anos, fazendo graça com o fato de a cerveja de seu país ser tão popular por aqui. Brincadeiras à parte, Pieter está no Rio há três semanas junto a outros 26 jovens holandeses com um objetivo muito sério. O grupo, formado por estudantes de governança da Universidade de Utrecht, não só decidiu de pronto que a cidade seria o tema da pesquisa final do curso, como resolveu morar numa favela. “Para ver a vida real no Rio”, explica uma das meninas da turma. E a escolhida foi o Morro da Babilônia, no Leme.
  A interrogação que eles trazem na bagagem talvez seja difícil até para os cariocas: “quais são os efeitos de iniciativas holandesas e das políticas brasileiras de desenvolvimento social em torno da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos na segurança, na coesão social e na economia do Rio de Janeiro?”. Ufa. O primeiro campo de estudo é a Babilônia, com foco na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) e em seus benefícios para os moradores. Mas também o estádio do Maracanã com seus impactos sociais, e os projetos desenvolvidos por organizações holandesas.
  O QG dos alunos é o Babilônia Rio Hostel, fechado pelo grupo por sete semanas — eles ainda ficam por aqui por mais quatro semanas. Na tarde da última terça-feira, eles explicavam na varanda do albergue, com vista para a Praia do Leme, que a língua (eles se comunicam em inglês) é uma barreira no contato com as pessoas. Por outro lado, todos estão surpresos com o calor da recepção.
- O povo holandês é muito organizado, o que é bem diferente dos brasileiros. Mas é tão fácil achar por aqui pessoas que queiram falar com a gente... Poderia ser muito difícil, porque quase ninguém fala inglês. Na Holanda, seria um pouco estranho chegar até as pessoas e pedir para fazer um monte de perguntas - diz Keetje Walenkamp, de 24 anos.
  Eles parecem bem à vontade na Babilônia. Lá, as moças circulam de shortinhos e vestidinhos e os meninos, a maioria, de bermudão. No hostel, o grupo vem recebendo a constante visita de vizinhos curiosos, que pedem até para tirar fotos dos gringos.
- É legal esse contato com as pessoas, porque vamos viver um tempo por aqui. Acho que teremos uma impressão real da vizinhança, e não apenas como turistas. As pessoas nos reconhecem, nos dão “oi”, param para tomar um café com a gente - afirma Noortse, que faz um contraponto entre a inciativa do grupo e os turistas que sobem a favela de jipe, sem ter qualquer relação com os moradores. - O charme da nossa pesquisa é a história por trás das pessoas.
  São 18 meninas e nove meninos, que, aos poucos, se tornam locais da Babilônia. Eles já jogaram futebol com a criançada na quadra e são figurinhas fáceis nos bares e na padaria. Na garupa dos mototaxistas, costumam subir a Ladeira Ari Barroso. Outro dia, ajudaram a carregar tijolos até uma casa que teve o telhado destruído numa chuva. Noutro, tiveram uma conversa regada a cerveja com o prefeito Eduardo Paes, que foi à favela inaugurar um conjunto de apartamentos.
  Contam com a ajuda da equipe do Faveliving, que trabalha com turismo social, para se relacionar com os moradores. E do casal dono do hostel, Bianca Lima e Eduardo Figueiredo, que escreveu num quadro negro duas frases mágicas - “Eu quero = I want” e “Eu gosto = I like”.


   AVENTURAS E APRENDIZADO VÃO VIRAR LIVRO
  Os estudantes explicam que ainda é cedo para falar sobre conclusões da pesquisa. Terminada a viagem, todo o material recolhido servirá de base para dez artigos, que ganharão um livro. Em novembro, o trabalho será divulgado num simpósio em Utrecht. A viagem ao Rio é financiada por diferentes instituições da Holanda, que são parceiras da universidade.
Jeanice Boerland, de 21 anos, faz parte de uma das duas duplas de pesquisa na Babilônia. De shortinho, camiseta com a inscrição "Hawai" e bronzeado de menina do Rio, ela fala de suas impressões sobre os moradores:
- Alguns dizem que é bom ter a UPP, que se sentem mais seguros agora e não veem mais crianças armadas. Outros, que a UPP tornou a vida mais difícil. E há quem não veja diferença: se antes viam pessoas normais carregando armas, agora veem pessoas com uniforme armadas - relata Jeanice, acrescentando que há moradores que acreditam na permanência da UPP, enquanto outros acham que o projeto não sobreviverá ao fim dos Jogos.
- O que todo mundo diz é que agora a UPP tem que ficar. Muita coisa mudou com a pacificação. Mas esperam mais melhorias no campo social. Dizem que foi promessa do governo - completa Lisa van Langen, de 20 anos.
  O pessoal diz se sentir seguro na favela, mas faz uma revelação: o vídeo de um intenso tiroteio na Maré, divulgado pela TV Globo, assustou.
- Não podemos imaginar uma coisa dessas lá (na Holanda) - afirma Pieter, contando que os recentes casos de violência, incluindo a morte do médico Jaime Gold, deixaram os parentes de cabelo em pé. -   Nossos pais souberam pela imprensa e começaram a ligar para a gente.
 Apesar da boa vontade de ambos os lados, o choque cultural entre realidades tão diferentes é inevitável. Além dos quesitos organização e pontualidade, a comida causa estranhamento:
- Tudo aqui é frito. E vem com muito açúcar ou muito sal. A gente até gosta, mas não é muito saudável - avalia Keetje, que agora bebe Antarctica litrão no lugar da Heineken.
Martijn Berghman, de 22 anos, cita entre as coisas mais legais que fez a ida a um jogo do Flamengo no Maracanã. A turma ainda foi à Ilha Grande. Mas nada cativou mais que a acolhida na Babilônia:
- Na volta da Ilha Grande, estava na van e, quando entramos na favela, as pessoas acenavam, diziam "oi" para a gente. Me senti em casa.

  (Fonte: Jornal “O Globo”, de 31/05/15).


    Comentário de MARIANA:
  Esta reportagem foi sugerida por meu pai Renato. Ele disse que quando nos referimos a política, nos vem a mente o nome de políticos, do atual presidente, do governador de nosso estado, do prefeito de nossa cidade, e das siglas dos seus partidos políticos. Mas que quase sempre esquecemos que eles são eleitos para estabelecer políticas públicas que possam atender as necessidades básicas da população, tais como: educação, saúde, segurança, saneamento, etc...
  O exemplo desses holandeses é muito interessante, pois mostra como é importante conhecer de perto o problema das outras pessoas. Eles deixaram de lado suas casas confortáveis para sentirem na pele a realidade dos moradores da favela. E estão estudadando uma das pricipais políticas públicas realizadas nas últimas décadas no nosso estado que são as Unidades de Polícia Pacificadora (UPP).
  E você amiguinho do CFV / CEL, não acha que nossos políticos deveriam fazer o mesmo que estes estudantes holandeses e se mudarem por um período de tempo para uma das inúmeras favelas cariocas para saberem de verdade as dificuldades de nossa população???

SAÚDE e BEM-ESTAR



Frutas desidratadas ‘contêm mais açúcar do que balas’, alerta campanha

Grupo Action on Sugar sugere que pais comprem frutas e legumes frescos


Uma criança teria que comer 240g de morangos para consumir a mesma quantidade de gramas de açúcar que há em alguns snacks de frutas processadas 
RIO - Diferentemente do que pensa a maioria das pessoas, pacotes de frutas desidratadas contêm mais açúcar do que doces ou balas. É o que afirma o grupo Action on Sugar (ação sobre o açúcar), que observou 94 produtos à venda no Reino Unido, tais como frutas secas revestidas, e concluiu que um terço contém três ou quatro colheres de chá de açúcar num pacote. Segundo a pesquisa, 85% dos produtos analisados eram mais açucarados que os ursinhos gelatinosos da marca Haribo.
Especialistas em saúde da criança disseram que os resultados foram assustadores. A indústria apontou que a maioria dos lanches não tinha adição de açúcares, e aqueles que o fizeram foram claramente identificados. Como forma de contornar o problema, a Action on Sugar sugeriu que os pais dessem aos seus filhos frutas e legumes frescos em vez de snacks de frutas processadas.
  Além disso, o grupo exortou os fabricantes de alimentos a interromper a adição desnecessária de açúcares em lanches à base de frutas enquanto os rotula como uma contribuição às campanhas nacionais conhecidas como “5 a day” (5 por dia, em tradução livre). Presente em países como os Estados Unidos, o Reino Unido e a Alemanha, o esforço é no sentido de encorajar o consumo de pelo menos cinco porções de frutas e vegetais por dia.
  “Os pais acham difícil o suficiente saber o que é ‘saudável’, sem que os fabricantes de alimentos confundam com alegações enganosas”, disse à “BBC” Katherine Jenner, diretora da campanha. “Frutas integrais e não processadas é mais saudável que lanches de frutas processados e sucos de frutas industrializados, uma vez que contém vitaminas, minerais, água e fibras, e não causa a cárie dentária devastadora que vemos em crianças de hoje.”
  Uma criança teria que comer 240 gramas de morangos para consumir a mesma quantidade de gramas de açúcar que há em alguns pacotes de frutas processadas.


  (Fonte: Jornal “O Globo”, de 29/05/15).


   Comentário de MARIANA:
 Xííííííí!!! Por esta nem minha mãe que é nutricionaista, e cuida diariamente da minha alimentação e também da do meu irmão Bruno, poderia esperar. Como adivinhar que aquelas deliciosas frutas desidatradas, aparentemente tão saudáveis, pudessem conter esta nada recomendável dose de açúcar???
  Lá em casa boa alimentação é sempre assunto importante, afinal de contas como já disse minha mãe Claudia é nutricionista e se preocupa muito com a nossa alimentação. Acreditamos que uma boa alimentação evita e nos protege de muitas doenças.

  E você amiguinho da Turma 801, se preocupa com as informações nutricionais contidas nos rótulos daquilo que você compra??? Ou somente com o sabor dos alimentos???