Te Contei que fui na exposição "BOTO PARADE" ???
Todos os dias da semana, dos meses de abril e maio, quando ía de ônibus com minha mãe para o Teatro Municipal, no centro da cidade, passávamos pela Ilha do Fundão e víamos no itinerário várias esculturas estilizadas de "botos", uma mais legal do que a outra. Mas só víamos de dentro da janela do ônibus, todos os dias, despertando uma curiosidade danada na gente e acredito em muitos passageiros que por ali também transitavam...
No primeiro domingo do mês de maio, após o almoço, pedi para que meu pai fosse até lá para vermos todas as esculturas de perto e saber com detalhes do que se tratava. Mas nem eu nem minha família podia imaginar da riqueza cultural e da beleza que estava nos esperando naquela ensolarada tarde de domingo...
Chegando no Campus do Fundão descobrimos que se tratava da Exposição "Boto Parade" , a qual fazia parte das comemorações dos 450 anos do Aniversário do Rio e, através das esculturas dos botos, contava a história do Rio e de alguns de seus personagens mais ilustres.
Os botos-cinza estão no brasão da cidade. Na natureza, resistem mesmo em meio à poluição das baías de Guanabara e Sepetiba. Já nas comemorações dos 450 anos do Rio, inspiram esculturas que vão espalhar arte e contar a história carioca numa exposição no Campus da UFRJ no Fundão e que, depois, deve ganhar a orla da Zona Sul.
No estilo da "Cowparade" (que fez sucesso por aqui em 2007 e 2011) se tratavam de 45 botos confeccionados em fibra de vidro, trabalhados por artistas convidados, como a carnavalesca Rosa Magalhães, e professores e alunos da Escola de Belas Artes (EBA). E, além de lembrarem um símbolo do Rio (os botos), despertam a atenção para o risco de extinção da espécie, na lista dos animais ameaçados no estado. Exposição ecologicamente correta, que máximo não é amiguinho da minha Turma 801 do CFV???
Através de algumas fotografias que tiramos, eu, meu irmãozinho Bruno, minha mãe Claudia e meu pai Renato, vamos contar para vocês, professores e alunos do CFV / CEL, um pouco desta maravilhosa e inesquecível exposição de artes ao ar livre, a qual dedico em especial a Rosângela, minha professora de artes.
"Bate-Boto": feito pelo escultor Gabriel Barros, relembra e valoriza o Carnaval de Rua do Rio de Janeiro. Esta obra representa uma figura típica do carnaval de rua, o "Bate-Bola", que até hoje encontramos, principalmente no subúrbio carioca. Este Boto não está prestes a cair na folia ou a participar de algum baile a fantasia (rsss!)???
Boto "Um passeio pelo Valongo com Leandro Joaquim": esta obra de Leonardo Etero traça uma passagem no século XVIII, entre a memória do pintor Leandro Joaquim e o Valongo, local onde chegavam os escravos. O enredo é uma ficção criada pelo artista, que retrata a vida no litoral do Rio de Janeiro.
Boto "Malandro Carioca": nesta obra a artista Patrícia Barros conta a história de um boto que chega à orla do Rio de janeiro pelo mar de Copacabana e se encanta tanto com a cidade que resolve ficar e se misturar à cultura local, representada pela mimetização (Copiar os hábitos, cores ou formas de outro organismo ou ambiente para se proteger ...) do seu corpo com o calçadão e com o chapéu de malandro, figura tipicamente carioca que representa o espírito descontraído, alegre e faceiro do Rio. Para mim e minha família este era o mais bonito de toda a exposição. E você professora Rosângela, o que achou desta escultura???
Boto "Botânico": esta obra de Fred Carvalho foi produzida a partir da seleção de cores tiradas de plantas e flores do Aterro do Flamengo. dentre as mais de 190 espécies foram escolhidas 19, das mais raras às mais comuns encontradas no parque. Os anéis pintados mostram também a população de botos que habitam a Baía de Guanabara.
Boto "Muito prazer! Sou Carioca": esta escultura de Tânia campos representa que ser carioca é ter um sorriso no rosto; é ter a alma solidária; é respeitar as diversidades; é saber cativar. A "carioquice" não está no RG; está no coração seduzido de quem se encanta pelas maravilhas desta cidade, onde as diversidades se encontram. Ser carioca é mais do que nascer no Rio. Ser carioca é um estado de espírito.
Boto "Praianas": nesta escultura o artista Alexandre Roque de Carvalho retratou uma coisa que todo carioca usa: sandálias praianas. Conhecidas no mundo inteiro as praias do Rio de Janeiro também devem ser celebradas nos 450 anos da cidade. E não podemos esquecer dos chinelos, que já são parte do jeito carioca de ser; estão presentes em todas as tribos e culturas que convivem nesta cidade maravilhosa.
Boto "Múltiplas Cartografias - 8 Ilhas": nesta obra Marcelo Ribeiro retrata que um mapa pode ser visto como uma imagem poética e não somente como função informativa. A ilha da Cidade Universitária é o resultado da junção de 8 ilhas, aterradas entre os anos de 1949 e 1951, com o intuito de alocar a construção dos prédios nos Campus da UFRJ. Em 1959, o decreto do então presidente Juscelino Kubtschek finalizou o trabalho de várias comissões desde 1935, decidindo pelo aterramento das ilhas. Quanta história nesta escultura não é amiguinhos da Turma 801???
Boto "Vincent": nesta obra a artista Mariana Velozo faz uma referência aos traços de Van Gogh, como se o famoso artista buscasse inspiração na Cidade Maravilhosa para pintar seu quadro "Noite Estrelada". Esta obra celebra o aniversário do Rio de Janeiro e, ao mesmo tempo, presta uma homenagem os artistas e à Escola de Belas Artes.
Meus queridos professores e amiguinhos da Turma 801 do CFV /CEL espero que nestas fotografias eu possa ter retratado para vocês um pouco, pois eram 45 esculturas ao todo, da história dos 450 anos do Rio de Janeiro tão ricamente contada e ilustrada nesta Exposição "Boto Parade". Espero que vocês também tenham curtido, pois foi um dia inesquecível para mim e minha família.
Exposição "Boto Parade": EU FUI!!!
Até a próxima galera...
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