sábado, 13 de junho de 2015

TE CONTEI???


Te Contei que fui na exposição  "BOTO PARADE" ???

   Todos os dias da semana, dos meses de abril e maio, quando ía de ônibus com minha mãe para o Teatro Municipal, no centro da cidade, passávamos pela Ilha do Fundão e víamos  no itinerário várias esculturas estilizadas de "botos", uma mais legal do que a outra. Mas só víamos de dentro da janela do ônibus, todos os dias, despertando uma curiosidade danada na gente e acredito em muitos passageiros que por ali também transitavam...

   No primeiro domingo do mês de maio, após o almoço, pedi para que meu pai fosse até lá para vermos todas as esculturas de perto e saber com detalhes do que se tratava. Mas nem eu nem minha família podia imaginar  da riqueza cultural e da beleza que estava nos esperando naquela ensolarada tarde de domingo... 



  Com óculos e charuto, boto que homenageia Tom Jobim é um dos  45    expostos

  Chegando  no Campus do Fundão descobrimos que se tratava da Exposição "Boto Parade" , a qual fazia parte das comemorações dos 450 anos do Aniversário do Rio e, através das esculturas dos botos, contava a história do Rio e de alguns de seus personagens mais ilustres.

  Os botos-cinza estão no brasão da cidade. Na natureza, resistem mesmo em meio à poluição das baías de Guanabara e Sepetiba. Já nas comemorações dos 450 anos do Rio, inspiram esculturas que vão espalhar arte e contar a história carioca numa exposição no Campus da UFRJ no Fundão e que, depois, deve ganhar a orla da Zona Sul. 

  No estilo da "Cowparade" (que fez sucesso por aqui em 2007 e 2011) se tratavam de  45 botos confeccionados em fibra de vidro, trabalhados por artistas convidados, como a carnavalesca Rosa Magalhães, e professores e alunos da Escola de Belas Artes (EBA). E, além de lembrarem um símbolo do Rio (os botos), despertam a atenção para o risco de extinção da espécie, na lista dos animais ameaçados no estado. Exposição ecologicamente correta, que máximo não é amiguinho da minha Turma 801 do CFV???

  Através de algumas fotografias que tiramos, eu, meu irmãozinho Bruno, minha mãe Claudia e meu pai Renato, vamos contar para vocês, professores e alunos do CFV / CEL, um pouco desta maravilhosa e inesquecível exposição de artes ao ar livre, a qual dedico em especial a Rosângela, minha professora de artes.


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   "Bate-Boto": feito pelo escultor Gabriel Barros, relembra e valoriza o Carnaval de Rua do Rio de Janeiro. Esta obra representa  uma figura típica do carnaval de rua, o "Bate-Bola", que até hoje encontramos, principalmente no subúrbio carioca. Este Boto não está prestes a cair na folia ou a participar de algum baile a fantasia (rsss!)???


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   Boto "Um passeio pelo Valongo com Leandro Joaquim": esta obra de Leonardo Etero  traça uma passagem no século XVIII, entre a memória do pintor Leandro Joaquim e o Valongo, local onde chegavam os escravos. O enredo é uma ficção criada pelo artista, que retrata a vida no litoral do Rio de Janeiro.


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   Boto "Malandro Carioca": nesta obra a artista Patrícia Barros conta a história de um boto que chega à orla do Rio de janeiro pelo mar de Copacabana e se encanta tanto com a cidade que resolve ficar e se misturar à  cultura local, representada pela mimetização (Copiar os hábitos, cores ou formas de outro organismo ou ambiente para se proteger ...) do seu corpo com o calçadão e com o chapéu de malandro, figura tipicamente carioca que representa o espírito descontraído, alegre e faceiro do Rio. Para mim e minha família este era o mais bonito de toda a exposição. E você professora Rosângela, o que achou desta escultura???


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   Boto "Botânico": esta obra de Fred Carvalho foi produzida a partir da seleção de cores tiradas de plantas e flores do Aterro do Flamengo. dentre as mais de 190 espécies foram escolhidas 19, das mais raras às mais comuns encontradas no parque. Os anéis pintados mostram também a população de botos que habitam a Baía de Guanabara. 


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   Boto "Muito prazer! Sou Carioca": esta escultura de Tânia campos representa que ser carioca é ter um sorriso no rosto; é ter a alma solidária; é respeitar as diversidades; é saber cativar. A "carioquice" não está no RG; está no coração seduzido de quem se encanta pelas maravilhas desta cidade, onde as diversidades se encontram. Ser carioca é mais do que nascer no Rio. Ser carioca é um estado de espírito.


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   Boto "Praianas": nesta escultura o artista Alexandre Roque de Carvalho retratou uma coisa que todo carioca usa: sandálias praianas. Conhecidas no mundo inteiro as praias do Rio de Janeiro também devem ser celebradas nos 450 anos da cidade. E não podemos esquecer dos chinelos, que já são parte do jeito carioca de ser; estão presentes em todas as tribos e culturas que convivem nesta cidade maravilhosa.


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   Boto "Múltiplas Cartografias - 8 Ilhas":  nesta obra Marcelo Ribeiro retrata que um mapa pode ser visto como uma imagem poética e não somente como função informativa. A ilha da Cidade Universitária é o resultado da junção de 8 ilhas, aterradas entre os anos de 1949 e 1951, com o intuito de alocar a construção dos prédios nos Campus da UFRJ. Em 1959, o decreto do então presidente Juscelino Kubtschek finalizou o trabalho de várias comissões desde 1935, decidindo pelo aterramento das ilhas. Quanta história nesta escultura não é amiguinhos da Turma 801???


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   Boto "Vincent": nesta obra a  artista Mariana Velozo faz uma referência aos traços de Van Gogh, como se o famoso artista buscasse inspiração na Cidade Maravilhosa para pintar seu quadro "Noite Estrelada". Esta obra celebra o aniversário do Rio de Janeiro e, ao mesmo tempo, presta uma homenagem os artistas e à Escola de Belas Artes.

 Meus queridos professores e amiguinhos da Turma 801 do  CFV /CEL espero que nestas fotografias eu possa ter retratado para vocês um pouco, pois eram 45 esculturas ao todo, da história dos 450 anos do Rio de Janeiro tão ricamente  contada e ilustrada nesta Exposição "Boto Parade". Espero que vocês também tenham curtido, pois  foi um dia  inesquecível para mim e minha família.  
  Exposição "Boto Parade": EU FUI!!!  
  Até a próxima galera...







ÉTICA e CIDADANIA



 Supremo vota pelo fim da autorização prévia de biografias

 Cinco dos nove ministros votaram a favor da publicação e venda de biografias sem autorização da pessoa enfocada na obra; Ainda faltam quatros votos para sessão ser encerrada


Brasília - O Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou a publicação e venda de biografias sem autorização da pessoa enfocada na obra. Cinco dos nove ministros votaram a favor do fim da autorização nesta quarta-feira.

  Os ministros que aprovaram a proposta feita pela Associação Nacional dos Editores de Livros (Anel) são: a relatora Cármen Lúcia, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux e Dias Toffoli. Embora o resultado já esteja definido, ainda faltam quatro votos para o julgamento ser oficialmente concluído. O ministro Teori Zavascki está ausente, por viagem a trabalho.

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Rosa Weber foi uma das ministras que votaram a favor do fim da autorização para publicação e venda de biografias


  O julgamento avalia a proposta da Associação Nacional dos Editores de Livros (Anel) contra artigos do Código Civil que proíbem a divulgação e publicação de livros com fatos sobre uma pessoa sem autorização dela ou da família, no caso de mortos. Para Cármen Lúcia, a regra é inconstitucional já que a Constituição Federal contém preceitos que garantem a liberdade de expressão, de pensamento de criação artística e científica, além de proibir a censura.

  Além disso, a ministra também argumentou que o Código Civil não poderia se sobrepor a princípios constitucionais. Ela ponderou que, se alguém se sentir ofendido por obra literária, terá o direito de entrar na Justiça pedindo indenização pelo dano eventualmente causado.

  Censura é forma de cala boca. Abusos podem ocorrer e ocorrem, mas acontecem em relação a qualquer direito", disse ela complementando: "O que não me parece constitucionalmente admissível é o esquartejamento da liberdade de todos em detrimento da liberdade de um. Cala a boca já morreu, é a Constituição do Brasil que garante", afirmou.

  A ministra Rosa Weber também acredita que a prévia autorização para se escrever uma biografia é uma forma de censurar a liberdade de expressão. "A autorização prévia constitui uma forma de censura prévia que é incompatível com nosso Estado de Direito", ressaltou.


  (Fonte: Jornal “O Dia”, de 10/06/15).

   Comentário de MARIANA:
   Fico um pouco dividida quanto a decisão desta polêmica situação. E não é somente porque eu sou fã do “Rei” Roberto Carlos (centro das atenções e debates por ter entrado na justiça para impedir a divulgação de sua biografia não autorizada). Se por um lado eu acho justo a liberdade de expressão, por outro eu acho que no futuro muitas informações  mentirosas e até maldosas poderão ser publicadas a respeito de famosos ou  mesmo de anônimos, sem nenhum tipo de repreensão, conforme inclusive já podemos ver na internet.

  Imaginem daqui há alguns anos, alguém mal intencionado publicar uma biografia não autorizada de Mariana Souza, Primeira Bailarina do Teatro Municipal (rsss!)...

  E vocês professores e colegas do CFV / CEL gostariam de saber que alguém está escrevendo um livro sobre sua vida sem sua autorização???

EDUCAÇÃO


Contrato de professora em 1923 proibia de casar, frequentar sorveterias e andar com homens 
Fumar ou beber causava demissão

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Contrato de professores em 1923 apresentava rigidez em compromissos

RIO - Não fumar, não beber, não sair de casa de noite e não se casar. Esses eram alguns dos termos exigidos em um contrato para ser professora em São Paulo em 1923. O documento que está sendo compartilhado no Facebook é um anexo de umartigo da historiadora Jane Soares de Almeida. No seu trabalho, a pesquisadora fala sobre a transformação da profissão de professores e da inserção das mulheres no cargo e suas restrições. 


  “A parcela feminina da população reclamava maior nível de instrução e a Escola Normal se tornou bastante procurada pelas jovens paulistas oriundas não apenas da classe média, mas também das famílias mais abastadas do estado por oferecer a oportunidade de prosseguimento de estudos. Para a admissão na escola era exigida a verificação da idade, da saúde, da inteligência e personalidade, fato que demonstra a elitização do curso no período, nos rastros de uma política educacional bastante autoritária. Para as moças era ainda necessário apresentar autorização do pai ou do marido no ato da matrícula”, escreveu Jane.

  O contrato mostra uma rigidez caso algumas de suas regras fossem descumpridas. A primeira delas é clara: "Não se casar. Este contrato ficará automaticamente anulado e sem efeito se a professora se casa".

  O segundo e o terceiro pontos já não deixam brechas para que o primeiro ocorra. Era proibido:


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“2. Não andar na companhia de homens. 3. Ficar em sua casa entre às 8h da noite e às 6h da manhã, a não ser que seja para atender a uma função escolar”.

  Viagens também não eram permitidas sem autorização e passeios pelas sorveterias da cidade eram proibidos. Consumo de cigarro, uísque, vinho ou cerveja configurava como quebra de contrato imediato. A autora, em seu artigo, mostra que estas noções em plena República demonstra uma contradição.

  “Apesar das expectativas alvissareiras da ordem e do progresso do século XX, a higiene, a moralidade e religiosidade, a pureza, os ideais de preservação da raça, da sobrevivência social, estamparam no sexo feminino seu emblema de manutenção da sociedade tradicional e as mulheres continuaram sendo submetidas a padrões comportamentais que serviram para impor barreiras à sua liberdade, autonomia e principalmente sobre a sexualidade”, escreveu Jane.

  (Fonte: Jornal “O Globo”, de 09/06/15).

  Comentário de MARIANA:
 Fiquei “passada” ao ler esta reportagem do ano de  1923. Coitada das professoras daquela época. Ainda bem que, pelo menos nesses aspectos, a sociedade brasileira e as leis evoluíram muito, principalmente para nós mulheres.  
  Ser do sexo feminino era quase que uma punição naquela época. Felizmente muitas dessas barreiras já foram quebradas, e já temos até uma  PresidentA da República,  que demonstra que muita coisa já mudou em nosso país.  
  E vocês minhas queridas professorAS do CFV / CEL, o que fariam se fossem professorAS em 1923??? Iriam deixar de ir na sorveteria (rss!!!)???

CIÊNCIAS

Nova prótese permite a paciente as sensações de um pé real
Usuário afirma que consegue sentir pequenas pedras no chão, através de sensores


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Wolfgang Rangger apresenta sua perna artificial sensível para a imprensa em Viena  
RIO - Cientistas austríacos criaram uma perna artificial que possibilita sensações realistas ao usuário através do pé. O equipamento foi testado pela primeira vez pelo professor Wolfang Rangger, de 54 anos, que perdeu sua perna direita em 2007 e descreveu os resultados possibilitados pelo dispositivo como uma segunda oportunidade de vida.
  Um dos nomes por trás da criação, o professor Hubert Egger, da Universidade de Linz, explicou que a tecnologia empregada na peça associa o deslocamento dos feixes de nervos com a aplicação de sensores conectados à nova prótese desenvolvida pela equipe.
  Os desenvolvedores pegaram, no centro do coto, as terminações nervosas que conduziam inicialmente ao pé amputado. Em seguida, as desviaram à superfície da coxa, onde as conectaram com a parte alta da prótese.
  Ao todo, seis sensores foram ligados à base do pé, para medir a pressão do calcanhar, dedos e movimentos do pé. Através do mecanismo, os estímulos nas terminações são levados até o cérebro, permitindo um reconhecimento do chão.
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Professor Hubert Egger mostra detalhes do equipamento que tem sensores no pé artificial
- Não escorrego no gelo e posso dizer que, se andar no cascalho, concreto, grama ou areia, posso até sentir pequenas pedras - descreveu Rangger, que já corre circuitos e pretende fazer escaladas.
  Outro grande benefício foi a redução na dor do "membro fantasma" sentida por Rangger. Segundo os médicos, isso aconteceu pelo fato de o cérebro ter passado a receber dados reais, em vez de procurar a informação do membro perdido. 
  (Fonte: Jornal “O Globo”, de 09/06/15). 

  Comentário de MARIANA:
  Sempre que leio reportagens como esta me entusiasmo para publicar e divulgar no meu Blog, pois acho que estou, de certa forma, contribuindo e dando esperança concreta a milhares de pessoas que hoje estão necessitando de acreditar que elas podem ter uma melhor qualidade de vida, apesar das dificuldades existentes.
  Cientistas como este grupo de austríacos deveriam ser muito bem recompensados por estarem se preocupando em melhorar a vida dessas pessoas que não tem oportunidade de reivindicar suas reais necessidades. Basta ver como a acessibilidade é tratada em nossa cidade e no Brasil de forma geral.

  Mas tenho certeza que estes cientistas já estão sendo muito bem recompensados por Deus que com certeza está guiando e abençoando os pensamentos deles. Amém!!!