Cientistas identificam as passagens mais antigas de Bíblia Hebraica
Eles usaram escaneamento com raio-X para ler pergaminho de 1700 anos

RIO - Usando tecnologia digital de última geração, pesquisadores nos EUA e em Israel identificaram as mais antigas passagens manuscritas da Bíblia Hebraica. O trecho desse livro sagrado para os judeus estava num pergaminho de cerca de 1700 anos, frágil demais para ser aberto. Os cientistas, então, recorreram a técnicas de escaneamento com raio-X para ler as passagens.
O estudo sobre a relíquia, relalizado por pesquisadores da Universidade do Kentucky, nos EUA, e da Universidade Hebraica de Jerusalém, em Israel, foi publicado pelo periódico científico "Science Advances".
Os trechos constam do Levítico, terceiro livro do Pentateuco, formado pelos cinco primeiros livros bíblicos. É um dos livros do Antigo Testamento da Bíblia. As passagens identificadas datam do século III ou IV da Era Cristã. O pergaminho foi encontrado em 1970, numa sinagoga da antiga comunidade judia de En-Gedi, que ficava perto do Mar Morto, mas foi destruída por um incêndio por volta do ano 600 d.C.. Como não podia ser aberto, a relíquia ficou praticamente intocada por mais de 45 anos.
A equipe que se debruçou sobre o material fez uso de análises tridimensionais obtidas com o escaneamento por raio-X. De acordo com o cientista William Brent Seales, da Universidade do Kentucky, graças às novas tecnologias, foi possível confirmar que o pergaminho encontrado nas ruínas de En-Gedi é uma bíblia.
- Sabemos agora que o pergaminho de En-Gedi é bíblico. Identificamos que as passagens são do Levítico - disse Brent Seales, segundo o jornal britânico "The Guardian". - Tudo que está no pergaminho agora pode ser lido.
De acordo com especialistas, o material "decifrado" é a primeira prova física da antiga tese de que a versão da Bíblia Hebraica usada atualmente tem cerca de 2 mil anos. Segundo os pesquisadores
- Ficamos impressionados com a qualidade das imagens - conta Michael Segal, diretor da Escola de Filosofia e Religião da Universidade Hebraica de Jerusalém, em entrevista à emissora britânica BBC.

(Fonte: Jornal "O Globo", de 22/09/2016).
Comentário da MARIANA:
Fico feliz em saber que cada vez que a ciência descobre algo relativo ao cristianismo, como esse milenar pergaminho de uma Bíblia Hebraica, que agora finalmente poderá ser lido, fica comprovada a veracidade da existência das histórias que movem a fé dos cristãos.
É claro que o descobrimento deste pergaminho (documento escrito em peles de animais) não irá alterar em nada a fé da maioria dos cristãos, mas poderá facilitar com que muitos céticos a cerca da vida de Jesus Cristo passem a pelo menos respeitar seus feitos.
Mas o mais fascinante nessa história é imaginar como fatos retratados a mais de dois mil anos atrás possam passar de geração a geração e ser contados até os dias de hoje. Hoje temos: televisão, computadores, internet, aplicativos diversos em celulares que facilitam a transmissão de conhecimentos e de fatos históricos através dos tempos... Porém antigamente tudo isso devia ser quase um milagre (rss...).
E vocês professores e colegas do CFV, acreditam que os fatos manuscritos nesta Bíblia Hebraica são os mesmos encontrados na Bíblia que lemos hoje em dia??? É realmente possível saber que um pergaminho encontrado foi manuscrito há 1700 anos atrás???