Províncias vão decidir sobre política de dois filhos na China
Ainda assim, governo precisará aprovar decisão familiar

Governo chinês vai deixar detalhes da implementação da política de dois filhos às províncias
PEQUIM - Uma autoridade de planejamento familiar da China disse nesta sexta-feira que o governo central vai deixar as províncias decidirem sobre os detalhes da implementação da nova política que permite aos casais ter dois filhos.
A nova política, anunciada na quinta-feira pelo Partido Comunista, representa um relaxamento na longa e controversa "política do filho único". Pequim espera que a ação regule a idade da população, que está cada vez mais velha. Apesar do anúncio, o governo irá continuar envolvido. Famílias que desejam ter um segundo filho ainda irão precisar de aprovação, embora eventualmente a comissão irá transferir as aprovações para um sistema de registros, informou o vice-diretor Wang Peian na nota
Cerca de 90 milhões de famílias podem ser qualificadas para a nova política de dois filhos, que ajudaria a aumentar a população a um número estimado em 1,45 bilhão até 2030, informou a Comissão Nacional de Saúde e Planejamento Familiar em nota. A China, nação mais populosa do mundo, tinha 1,37 bilhão de pessoas no fim do ano passado.
A China implementou por décadas a política de filho único, que levou a abortos forçados e infanticídios pelo país. Recentemente, no entanto, a política foi relaxada, e alguns casais já estavam autorizados a ter um segundo filho. Outros recebem a permissão somente se pagarem uma multa.
Wang afirmou que a comissão espera que a força de trabalho entre 15-59 anos cresça até cerca de 30 milhões até 2050, estabilizando expectativas de crescimento econômico. O governo implantou a politica com a intenção de controlar a taxa de natalidade no país, que é de 1,6 criança por família, segundo Lu Jiehua, professor do Departamento de Sociologia do Instituto de Sociologia e Antropologia na Universidade de Pequim.
— Se o índice não crescer significativamente depois de cinco ano, acho que o governo vai tomar outras medidas para cortar restrições a nascimentos. Idealmente, a taxa deve 2,1, o que pode impulsionar a economia e o desenvolvimento social melhor — disse o acadêmico.
(Fonte: Jornal "O Globo", de 30/10/15).
Comentário de MARIANA:
Que tema mais polêmico esse, hein? Que país tão diferente esta tal de China? Maior país do mundo, maior população da terra, língua diferente de todos os outros países do mundo, com dezenas e dezenas de dialetos, cultura e religião também diferente das demais, e como não se bastasse, uma política de planejamento familiar só vista naquele país. É ou não é um país que deve ser estudado e conhecido por todos???
Agora esta questão da política de planejamento familiar é realmente algo curioso. Por exemplo: se meus pais fossem chineses e morassem na China, eu teria nascido, mas meu irmão Bruninho não. Eu nem me lembro mais como era a minha vida sem ter irmão.
Mas, por outro lado temos que respeitar a política de planejamento familiar deles, pois eles deviam saber bem das dificuldades econômicas que a sociedade estava passando quando adotaram esta política.
E você professor e companheiro do CFV (Construindo Futuros Vencedores) aceitaria esta política de planejamento familiar numa boa??? Você tem irmãos??? Quantos filhos você pretende ter???