Ucrânia prepara retirada completa de tropas da Crimeia
Tropas russas e milícias pró-Moscou já forçam a saída de militares das bases. Moral dos soldados ucranianos é baixo diante da impossibilidade de reação
Funcionário da Marinha ucraniana deixa base naval após ofensiva de grupo armado pró-Rússia (Vasily Fedosenko/Reuters)
O chefe de segurança e defesa da Ucrânia, Andriy Parubiy, afirmou que o plano prevê uma transferência “rápida e eficiente” dos oficiais e de seus familiares para áreas controladas por Kiev. Ele disse também que a Ucrânia vai buscar apoio da ONU para transformar a Crimeia em uma zona desmilitarizada – iniciativa que tem grandes chances de ser barrada pela Rússia, que não demonstra disposição em retirar suas tropas da região.
Não há prazo para a retirada das tropas. O político Vitali Klitschko, que faz parte do grupo que assumiu o poder em Kiev depois da deposição do presidente Viktor Yanukovich, disse que a Ucrânia não reconheceria o comando russo na Crimeia. Ao mesmo tempo, ele defendeu uma passagem segura para as tropas ucranianas na região, que seriam deslocadas para “bases temporárias” em outras partes do país.

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O jornal destaca que o moral das tropas é baixo e os soldados estão inseguros sobre seu futuro. “Não temos uma palavra de Kiev sobre o que fazer a seguir”, disse Sergei, que serviu o Exército ucraniano durante 21 anos e estava na base invadida. “É claro que não houve resistência. O que poderíamos fazer, em menor número e sem armas?”. Ele rebateu a afirmação da milícia de que eram ‘prisioneiros’ dentro da base. “Isso é mentira. Nós continuamos lá por nossa livre e espontânea vontade”. Somente depois da morte do soldado o Ministério da Defesa liberou as tropas a usar armas “para proteger suas vidas”. Até então, as forças mobilizadas na península do Mar Negro tinham sido orientadas a evitar o uso de armas.
O governo interino queria enviar dois ministros para a Crimeia nesta quarta para discutir a situação, mas foi informado por autoridades locais que eles não teriam permissão para entrar no território. As autoridades em Kiev planejam passar a exigir vistos para russos e preparar os militares ucranianos para participar de exercícios militares em conjunto com EUA e Grã-Bretanha.
(Fonte: Revista "Veja", de 19 de março de 2014).
Comentário de MARIANA:
Ainda não entendi exatamente o que aconteceu neste lugar chamado Crimeia. Mas fiquei muito feliz em saber que a solução foi dada através de uma votação, sem a necessidade de tiros e bombas, sem declaração de guerra e outras atitudes deste tipo. O respeito ao resultado do referendo popular demonstraram ao mundo que a paz é sempre a melhor escolha. Que assim seja, que assim caminhe a humanidade... Amém!!!