quarta-feira, 28 de agosto de 2013

CIÊNCIA

Novo elemento pode aumentar a tabela periódica

  • Com número atômico 115, ele ainda precisa ser reconhecido pela União Internacional de Química Pura e Aplicada


Tabela periódica da Iupac ainda não reconhece o elemento 115
Foto: Reprodução
Tabela periódica da Iupac ainda não reconhece o elemento 115 Reprodução
RIO - A tabela periódica pode crescer. Cientistas apresentaram novas evidências da existência de um elemento com número atômico 115. Altamente radioativo, ele permanece estável por menos de um segundo antes de decair.
A pesquisa, publicada na revista “Physical Review Letters”, foi liderada por Dirk Rudolph, professor de física atômica da Universidade de Lund, na Suécia. O experimento foi realizado no laboratório de pesquisa GSI na Alemanha, onde cientistas já descobriram outros seis novos elementos.
Para Rudolph, a descoberta pode ser considerada uma das mais importantes dos últimos anos. Ele lembrou que ainda é necessária a confirmação independente do número exato de prótons.
Relatado pela primeira vez em 2004 por pesquisadores russos, o elemento superpesado ainda precisa ser homologado na Assembleia Geral da União Internacional de Química Pura e Aplicada (Iupac, na sigla em inglês).
A tabela periódica do Iupac, atualizada em maio de 2013, ainda não inclui o novo elemento. Porém, ele já é citado nas observações da tabela, numa espécie de nota de rodapé. Este é um reconhecimento das fortes evidências da existência do elemento 115, assim como os de número atômico 113, 117 e 118
 (Fonte: Jornal O Globo, de 28 de Agosto de 2013)

Comentário de MARIANA:
Ainda não sei a verdadeira importância desta descoberta cientifica, mas as provas de Química que já eram difíceis com 114 elementos químicos para estudar na Tabela Periódica, ficarão ainda mais difíceis com 115, 116, 117, 118...    elementos químicos. E você meu amiguinho do CFV gostou desta descoberta ??? 

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

EDUCAÇÃO

Professores da rede municipal decidem manter a greve no Rio



Professores ficam sentados em frente à sede da prefeitura, no Centro do Rio Foto: Domingos Peixoto / Agência O Globo
Professores ficam sentados em frente à sede da prefeitura, no Centro do Rio Domingos Peixoto / Agência O Globo
RIO - Os professores da rede municipal de ensino do Rio decidiram, em assembleia, manter a greve da categoria, iniciada há 20 dias. De acordo com o Sindicato Estadual dos Profissionais em Educação (Sepe), mais de cinco mil profissionais participaram da reunião realizada no Terreirão do Samba, no Centro da cidade. Após a decisão, os grevistas saíram em passeata em direção à sede da prefeitura. A Avenida Presidente Vargas chegou a ficar interditada por cinco minutos. No momento, a via já está liberada. O tráfego está lento no sentido Candelária. Na direção oposta, que dá acesso à Praça da Bandeira, o trânsito segue intenso.
Segundo a coordenadora do Sepe para o município do Rio, Susana Gutierrez, a decisão de manter a greve se deve principalmente à insatisfação da categoria com as negociações que cercam a pauta pedagógica.
- Ainda queremos avançar nessa discussão. Existem metodologias que vêm sendo impostas por fundações em detrimento da autonomia dos professores e somos contra isso. Também não temos a garantia de um terço do tempo para o planejamento de atividades - listou Susana.
A categoria reivindica ainda a volta do sexto tempo de aula, já que hoje são cinco por dia, e pede o fim da meritocracia.
- Em nossa última audiência com a prefeitura foi prometida uma reunião com a secretária de Educação, Claudia Costin, mas ainda não temos confiança nisso. Precisamos que a secretária demonstre boa vontade em avançar nessas questões - disse a coordenadora, afirmando que categoria vai tentar uma nova reunião com o executivo ainda nesta segunda-feira.
Ainda segundo o Sepe, a próxima assembleia que decidirá os rumos da mobilização será realizada na quarta-feira, dia 28, às 15h, em local a ser confirmado. Nesta terça-feira, a partir das 10h30m, também na prefeitura, acontecerá uma vigília dos profissionais. 
(Fonte: Jornal O Globo, 26  de Agosto de 2013)

Comentário de MARIANA:
Felizmente estudamos no CFV onde a greve não faz parte de nosso vocabulário. Mas fico muito  triste por causa dos milhares de alunos da Rede Municipal de Educação  que estão passando por este período de paralisação. Espero nunca precisar de passar por isso. Agradeço muito a DEUS e aos meus Pais por me darem a oportunidade de estudar numa escola como o CFV, pois sei que muitos não tem esta chance. Amiguinhos do CFV vamos aproveitar o embalo do Criança Esperança e fazer uma campanha pela qualidade de ensino para todos ???    



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domingo, 25 de agosto de 2013

SAÚDE e BEM-ESTAR

16/08/2013 - 03h22

ONG quer barrar ação do McDonald's nas escolas

MARIANA BARBOSA
DE SÃO PAULO

 
O Instituto Alana, entidade de defesa dos direitos da criança, quer impedir o McDonald's de promover o "Show do Ronald" em escolas públicas do país.

No evento, o personagem infantil da rede de fast food, um palhaço vestido com as cores vermelha e amarela da marca, visita escolas para falar sobre temas como ambiente e corpo humano.

Em levantamento feito com base em um calendário publicado no site da empresa, o Alana identificou 69 shows nos meses de junho e julho em escolas e creches de dez Estados. "A ação vai contra um compromisso global da empresa de não dirigir publicidade para menores de seis anos", diz a diretora do Alana, Isabella Henriques.

Segundo ela, a rede também se comprometeu a não fazer ações de marketing em escolas. Mas deixou em aberto a opção de realizar ações de caráter meramente educativo, desde que solicitada. No site, a empresa convida as escolas a solicitarem o show. "A escola deveria ser um espaço livre desse tipo de ação comercial", diz Henriques.

O Alana pretende enviar hoje ao McDonald's uma notificação pedindo para que a empresa pare de fazer o show. "Se em dez dias não pararem, vamos levar o caso para o Ministério Público."

O McDonald's disse que vai aguardar a notificação para se pronunciar.

( Fonte: Folha de São Paulo, 16 de Agosto de 2013 )


Comentário de MARIANA:

   Eu adoro comer no McDonald's. Meu sanduíche predileto é o McChicken. Porém, na maioria das vezes eu acabo comendo o Mclanchefeliz, juntamente com meu pai, minha mãe e meu irmão Bruno, só para todos  darmos  os  brinquedos para o Bruninho. Desta forma numa única ida ao McDonald's o meu irmão ganha 4 brinquedos, pois como não é  muito saudável  minha família não vai com tanta frequência lá. Por isso concordo com a ONG Alana de que não devemos incentivar este tipo de alimentação nas escolas. Meus amiguinhos e professores já devem ter percebido que minha merenda geralmente é a mesma: BANANA, pois além de eu gostar muito é uma fruta muito boa para a saúde, principalmente para quem faz Balé como eu, pois é uma fonte rica em potássio e evita câimbras. E você meu amiguinho do CFV qual sua merenda favorita ???    

POLÍTICA

Quem é o líder?

Colunista propõe que sucesso do Papa Francisco se deve a ausência de líderes mundiais

Sem querer desmerecer o talento do Papa Francisco e seu possível ânimo reformista, penso que o grande motivo de seu sucesso meteórico é a absoluta ausência de grandes líderes e estadistas no nosso mundo contemporâneo. Dentro da máxima de que em terra de cego quem tem um olho é rei, Jorge Bergoglio, cheio de ideias e bem-falante, num ambiente político tão pobre de carisma e discurso, ganhou a cena rapidinho só no ato de elevar o nível da comunicação reflexiva sobre questões básicas de moral e ética.
Se não, vejamos: quem são, hoje, os grandes estadistas, os grandes oradores, os grandes líderes da Terra? Barack Obama chegou a dar esperança, mas, por melhor que sejam sua lábia, suas intenções e parte de sua prática, o presidente americano brilha mesmo é nas campanhas, nos discursos de posse e na execução de Osama Bin Laden. Raramente fala com o mundo. É um scholar refinado, homem de gabinete e burocrata centrado nas questões de interesse nacional.
Na Europa oriental Putin é uma estrela patética. Na França, François Hollande refugou e está quieto. Ninguém aguenta Angela Merkel. No Oriente Médio, bom, Netanyahu não é propriamente um prodígio de comunicação e popularidade intercontinental. Se pensarmos em Ben Gurion ou Golda Meir, dá até pena. Os líderes palestinos não têm a cancha de um Arafat. A Primavera Árabe foi um movimento e tanto. Mas, quem é a grande voz do Islã? Será Ahmadinejad, que nem árabe é, o Nasser do futuro?
No Brasil, Dilma Rousseff é uma grande trabalhadora mas, vamos convir, não é uma voz altiplana, uma estadista das multidões. Lula foi e é um vulto, um grande orador do povo, tem méritos e defeitos, mas, em que pese o prestígio político internacional, a liderança mundial efetiva não viria, como se previu: ficamos nas figuras do “mascote do mundo” e na tirada de Obama: “Este é o cara”. E a nova geração? Eduardo Campos (que chamou a atenção para a falta de novas e jovens ideias) afigura-se um estadista? Aécio Neves terá um pedacinho que seja da estatura de Tancredo Neves? Quem vem por aí? Garotinho? Feliciano?
Onde estão os líderes? Meus bisavós foram contemporâneos do tsar Nicolau II e Abraham Lincoln e viram Lenin ascender ao poder. Mahatma Gandhi pregava a não violência. Imigrados, assistiram a discursos de Getúlio Vargas. A segunda geração, dos meus avós, ouviu Franklin Roosevelt pregar o New Deal e, quando Winston Churchill prometeu sangue, suor e lágrimas, papai já ia ver o movimento na Conde de Lajes. No tempo em que o progenitor namorou minha mãe Lacerda fazia discursos na televisão e JK já tinha construído Brasília.
Nasci no primeiro ano do regime militar justamente num tempo em que o nível dos governantes (nível entendido como uma conjunção de saberes e ideias, o poder de comunicá-las e a firmeza para implantá-las com respeito a valores morais e éticos comprometidos com alguma dose de humanismo) começou a cair no mundo todo. Na transição da infância para a adolescência, minha principal referência de voz “política” era John Lennon. E, rumando para a idade adulta, quanto mais conhecia os líderes do passado, menos enxergava na turma da Guerra Fria qualquer tirada inspiradora.
No meio do caminho, um Gorbatchev aparece como figura “orgânica” realmente transformadora e comunicativa, e Ronald Reagan e Margaret Thatcher eram personagens sinistras de certo impacto. No Brasil, saído dos anos de chumbo, Brizola, que jamais viraria um estadista, era ao menos o último grande orador e ainda proporcionava o prazer da escuta. Da América só vinham vozes de guerra, só daria para relaxar um pouco com a cara de malandro de Bill Clinton.
Na Europa, morando na França, conheci, in loco, o charme e a consistência política de François Mitterrand (em que pese a inconsistência doutrinária) e, depois, ninguém mais. Sobre Jacques Chirac, cujo livro de cabeceira é do nosso Paulo Coelho!, só depreendi mediocridade e gosto por cerveja. De Sarkozy... bom, desse aí é melhor nem falar.
Onde estão os líderes? Hugo Chávez morreu. Este sabia falar e mobilizar. Mesmo assim, era desses líderes que fazem do confronto a palavra e esvaziam o discurso com chavões. Os chavões chavistas cansaram o mundo. Fidel, o comandante, tem hoje como porta-voz um irmão inexpressivo. A extrema direita, felizmente, apesar das aberrações que apresenta, especialmente na Europa, não há de encontrar um artífice com a oratória e a fúria de Adolf Hitler, e, espera-se, nem as condições ideais para a emersão de algo semelhante.
E, no lugar de Lennon, vejo Yoko Ono mostrar os óculos do marido e pedir paz, na tentativa de que uma refração mágica miraculosa substitua, por um átimo, sua silhueta pela do cara de Liverpool. Imagine...
Os motivos desta grande queda na mensagem e na qualidade dos governantes podem ser observados por vários ângulos, alguns dos quais até já soam como clichês, de tão institucionalizados que já estão no pensamento acadêmico: do crescimento do capital sobre o estado ao advento, na Aldeia Global, de um corpo esférico onde as ideias são mais fragmentadas e compartilhadas através de lideranças de tribos e subtribos.
As grandezas, os dizeres, os discursos, políticos em essência e não partidários, estão na corrente sanguínea da web. Cada um que escolha o seu líder e caminhe, se necessário sem sair de frente do monitor, na direção que deseja, dentro do mundo ou em realidades paralelas

( Fonte: Jornal O Globo, de 24 de Agosto de 2013 )



Comentário de Mariana:

   Realmente, nos dias atuais, principalmente na política, não temos líderes capazes de inspirar nossa juventude. O reflexo disso são as manifestações populares ocorrendo Brasil a fora, onde nenhum dos políticos estão sendo poupados. Diante desta realidade pouco inspiradora, concordo com o autor que o Papa Francisco se destaca, especialmente por seu carisma, simplicidade e humildade. Católica que sou, fiquei muito orgulhosa e bem impressionada com o Santo Padre, mas sei que nossa juventude, hoje muito direcionada pela internet, precisa de novas lideranças. Me oriento muito pelo exemplo e conselho de meus pais. E aí amiguinho do CFV  quem é seu líder ???